O IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas, vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo – inaugura no próximo dia 9 de outubro o ‘Laboratório de Hidrogênio – LabH2’, para desenvolver solução das mais promissoras frente aos desafios da transição para uma economia de baixa emissão de carbono.

O hidrogênio é um vetor energético eficiente para promover a transição para uma economia com menor emissão de gases de efeito estufa (GEE). Sua produção pode envolver processos que utilizam exclusivamente energia renovável ou também com baixa emissão, por exemplo, a partir do aproveitamento de resíduos. Este gás pode contribuir como combustível em transportes e em diversas indústrias, tais como cimenteiras, siderurgia, cerâmica e vidro, química e também na produção de outros combustíveis, como o SAF (Combustível Sustentável de Aviação, na sigla em inglês).
O LabH2 irá contribuir para soluções em cada elo da cadeia produtiva: produção, armazenamento e transporte, usos finais e certificação de soluções do hidrogênio balizados pela segurança e mitigação de riscos. Para isto, foi indispensável viabilizar a cooperação técnica e financeira entre o IPT e demais parceiros, para implementar um laboratório de pesquisa, desenvolvimento e inovação de hidrogênio no campus do próprio Instituto, em São Paulo, concebido como um ambiente multiusuário de desenvolvimento e validação de soluções para toda a cadeia produtiva do hidrogênio.
A inauguração do ‘Laboratório de Hidrogênio – LabH2’ no IPT deverá promover atividades científicas e tecnológicas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social do estado de São Paulo. Conforme previsto no ‘Plano Estadual de Energia 2050’ e plano decenal da Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo), a rota do hidrogênio será implementada por meio da “promoção da cooperação e interação entre os entes públicos, os setores público e privado e as empresas, bem como para execução de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação – PD&I, Serviços Técnicos Especializados e Capacitação de Recursos Humanos, por meio da implementação de um Laboratório de PD&I de Hidrogênio no campus do IPT onde se viabilizará a demonstração de soluções para o mercado”.
LabH2 nasce conectado – A cadeia produtiva do hidrogênio é global. Na visão estratégica elaborada para o Programa de Hidrogênio do IPT, uma das metas é desenvolver no LabH2 a demonstração de soluções com nível de maturidade alto, que permita diminuir riscos de financiamento para agentes nacionais. Desta forma, o IPT mantém compromisso com iniciativas de impacto para a sociedade e se alinha aos diversos eixos propostos no Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2): “Fortalecimento das bases tecnológicas”, “Capacitação e recursos humanos”, “Abertura e Crescimento do Mercado e Competitividade” e “Cooperação internacional”; apoiando a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico, a inovação e o empreendedorismo.
O LabH2 tem uma área construída total de 1.000 metros quadrados, com dois pontos para abastecimento de hidrogênio de baixo carbono em pressões de 350 bar e 700 bar, que permitirão atender tanto automóveis, quanto ônibus e caminhões. Conta com laboratórios voltados ao desenvolvimento e demonstração de soluções de componentes e sistemas para produção, armazenamento, transporte e usos do hidrogênio, além de contribuir na formação de mão de obra qualificada para aplicação na indústria. É uma infraestrutura completa para dar suporte a P&D&I na cadeia de valor do hidrogênio.
Este laboratório já estimulou a criação de um Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD Fapesp). Este centro mira a execução do projeto de estruturação do Centro de Energias do Futuro (CENF) que conta com pesquisadores de alto nível de diversas Universidades, Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs), Associações e Subsecretaria de Energia do Governo do Estado de São Paulo.
Recursos e parcerias – O investimento, da ordem de 50 milhões de reais, inclui valores financeiros e contrapartidas econômicas. Os principais responsáveis por esses recursos foram: IPT, Governo do Estado de SP, FINEP e Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de SP. Os principais destinos destes recursos no âmbito do Programa de Hidrogênio do IPT contemplam a implantação do LABH2 e a execução do Projeto CENF – https://cenf.org.br/.
Alinham-se como principais parceiros neste projeto:
•  Secretaria de Estado de Meio Ambiente Infraestrutura e Logística de São Paulo – Subsecretaria de Energia;
•  Secretaria da Ciência, Tecnologia e Inovação;
•  Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo – EMTU;
•  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp)

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